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Janeiro Branco: três padrões emocionais que mais adoecem funcionários nas empresas hoje

Janeiro é conhecido em todo o país como o mês do Janeiro Branco, uma campanha voltada para a conscientização sobre saúde emocional. Nas empresas, esse tema se torna cada vez mais urgente, porque nunca se falou tanto em produtividade e, ao mesmo tempo, nunca se viu tantas pessoas cansadas, ansiosas e emocionalmente sobrecarregadas. O adoecimento emocional raramente começa de forma visível. Ele começa silencioso, no comportamento, na maneira como a pessoa lida com as cobranças, responsabilidades e relações dentro do trabalho. A partir da minha atuação com leitura corporal e comportamental, neuropsicologia e neurociência aplicada ao atendimento clínico, observo três padrões emocionais que hoje aparecem com muita frequência nas empresas e que estão diretamente ligados ao aumento de afastamentos, conflitos e queda de rendimento.

  1. O funcionário que assume tudo:
    É aquela pessoa que dificilmente diz “não”. Assume tarefas que não são suas, sente culpa ao delegar e vive com a sensação de que precisa dar conta de tudo. Geralmente é vista como “funcionário modelo”, mas internamente vive sob pressão constante.
    Com o tempo, esse padrão favorece o surgimento de ansiedade, dores musculares, insônia e exaustão mental.
  2. O funcionário que nunca se permite errar:
    Mesmo quando entrega bons resultados, sente que poderia ter feito melhor. Vive se cobrando, antecipando problemas e tentando controlar tudo. O cérebro dessa pessoa permanece em estado permanente de alerta, o que afeta foco, memória e tomada de decisão.
    É comum surgirem sintomas como irritabilidade, cansaço excessivo e crises de ansiedade.
  3. O funcionário que guarda tudo para si:
    Evita conflitos, prefere se calar, aceita situações que o incomodam e acumula tensões. Muitas vezes não adoece pelo volume de trabalho, mas pelo excesso de coisas que não consegue expressar.
    Esse padrão está ligado a problemas gastrointestinais, queda de energia e desgaste emocional silencioso.
  4. Cuidar da saúde emocional também é gestão:
    Investir em saúde emocional não é apenas uma ação de cuidado — é uma estratégia inteligente. Equipes emocionalmente reguladas se comunicam melhor, erram menos e produzem mais.

Portanto, Janeiro Branco é um convite para que empresas olhem além dos números e passem a cuidar das pessoas que fazem esses números existirem.

Artigo de opinião Por: Emerson Souza – Terapeuta Emocional

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