Mudança unilateral de gestores escolares gera impasse e protestos estudantis em Itaberaba
Uma decisão unilateral da Secretaria Municipal de Educação de Itaberaba de promover um amplo reordenamento na rede de ensino gerou forte clima de estranhamento e indignação na comunidade escolar nesta semana. A medida, que determinou a transferência e a mudança de local de trabalho de diversos gestores escolares, pegou pais, professores e alunos de surpresa, desencadeando uma onda de manifestações em defesa dos profissionais afetados.
O descontentamento é ainda maior nos casos em que os diretores haviam assumido os cargos legitimados pela própria comunidade por meio de um processo seletivo democrático. Diversas instituições da rede municipal têm vindo a público manifestar apoio irrestrito aos seus gestores. O caso emblemático que ganhou as ruas da cidade é o da professora Carina, gestora da Escola Novo Tempo, cuja transferência compulsória gerou imediata reação de seu corpo discente.
Mobilização nas ruas e cobrança por transparência:
Na manhã desta, quarta-feira (8), as ruas do centro de Itaberaba foram palco de uma passeata pacífica protagonizada por estudantes da Escola Municipal Novo Tempo. Portando cartazes e entoando palavras de ordem, os manifestantes marcharam em direção à sede da Secretaria de Educação do Município. O ato público teve como principal objetivo exigir a permanência da diretora Carina na liderança da instituição de ensino.
A concentração ganhou corpo em frente ao prédio da pasta responsável pela educação municipal. De forma organizada, os jovens cobraram explicações formais da gestão pública e expressaram profunda preocupação com o impacto que a descontinuidade administrativa trará para o ambiente pedagógico e para as rotinas escolares, sobretudo no meio do ano letivo. A manifestação foi marcada por fortes pedidos de diálogo e transparência. Os estudantes e seus familiares afirmam que a mudança repentina prejudica o ambiente de aprendizado e enfraquece a gestão democrática conquistada pela seleção pública.
Até o fechamento desta reportagem, a comunidade aguardava um posicionamento oficial e detalhado da Secretaria Municipal de Educação sobre os critérios técnicos utilizados para justificar o reordenamento e o afastamento dos diretores eleitos para outras unidades escolares. O espaço segue aberto para que a administração pública esclareça os motivos da decisão e informe como pretende responder às reivindicações dos alunos, que prometem manter a mobilização pela manutenção da equipe gestora original.
Tribuna da Chapada





